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Entrevistas

Sete pilares

27/02/2012 - Qualidade de Vida e Segurança no Trabalho


SETE PILARES
Jornalista: Rachel Soares


Em Cotia – Vamos começar pela pergunta tradicional. A vida moderna, com sua busca por dinheiro e consumo, traz felicidade?

Tom Coelho  Inicialmente, é importante ter claro que a tão perseguida e almejada felicidade é formada, na verdade, por momentos. A felicidade são flashes, fotografias, instantes memoráveis e de grande satisfação que experimentamos ocasionalmente. De fato, se fôssemos felizes o tempo todo, não seríamos felizes em tempo algum... Por isso, é um equívoco postular um ideal de felicidade. O que está ao nosso alcance é a alegria, a serenidade, o prazer de desfrutar a vida e a companhia das pessoas que amamos.

As conquistas materiais são legítimas, mas devem ser consideradas com parcimônia e não como prioridade por imposição da sociedade. Assumimos compromissos financeiros que não podemos saldar, adquirimos bens pelos quais não podemos pagar. Tudo em busca de status. Compramos o que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para mostrar a quem não gostamos uma pessoa que não somos. O ato da compra é sublime e fugaz. A obrigação decorrente é amarga e duradoura, além de angustiante.

Em Cotia – O ser humano sabe o que tanto busca em sua luta diária?

Tom Coelho  Alguns sim, outros não. A vida é uma sucessão de ações cotidianas (que se repetem diariamente), corriqueiras (desenvolvidas cada vez mais em alta velocidade) e rotineiras (do francês routine, o caminho muito frequentado). Há quem tenha como objetivo único a mera sobrevivência. Outros se contentam em cumprir uma sequência de metas pré-estabelecidas. Mas os grandes vitoriosos são aqueles que conseguem identificar um propósito para sua vida. Ao dar um sentido para a existência, estabelecem uma missão, projetam uma visão e sabem que o que realmente conta é deixar um legado.

Em Cotia – Os compromissos profissionais da maioria das pessoas, em muitos casos, tornam o ser humano estressado e distante de seus familiares. Como conciliar a manutenção em uma disputada vaga no mercado de trabalho com a tão almejada felicidade familiar?

Tom Coelho  Sejamos práticos. Todos temos contas a pagar, obrigações e responsabilidades que exigem comprometimento com a atividade profissional. E o tempo disponível para a família e o lazer é paulatinamente menor. Assim, a solução para esta equação está na boa administração do tempo. É preciso estabelecer prioridades, aprender a renunciar, abrindo mão de determinadas opções em favor de outras, e usar a criatividade. Por exemplo, considere levar o cônjuge e os filhos em uma viagem de negócios que pode ser prolongada em um final de semana.

Lembre-se de que qualidade é a palavra de ordem, ou seja, não importa quanto tempo você passa com sua família, mas sim o que você faz dele. Isso significa aproveitar datas comemorativas ao lado do cônjuge e jamais, jamais perder uma apresentação de seus filhos na escola.

Em Cotia – Será que a felicidade é, de fato, almejada? Ou apenas se busca um reconhecimento profissional?

Tom Coelho  A resposta está entremeada nas questões anteriores.

Em Cotia – Em seu livro “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” o senhor aborda justamente esses aspectos do equilíbrio pessoal e profissional. Quais lições o senhor gostaria de destacar aqui de forma resumida?

Tom Coelho  O aspecto essencial é a conscientização de que nossa vida não se resume apenas ao trabalho e à família, mas sim às sete dimensões que denominei “Sete Vidas”. Trata-se da saúde física e mental (em especial, o sono reparador, a alimentação nutricionalmente balanceada e a prática de atividade física), da vida afetiva (que envolve pais, irmãos, amigos, filhos e relacionamentos pessoais), da vida profissional (vocação, propósito de vida e aprimoramento contínuo), da vida cultural (que inclui o lazer), da vida social (sociabilidade e responsabilidade socioambiental), da vida material (orçamento familiar equilibrado) e da vida espiritual (não me refiro à religiosidade, mas sim a uma conduta que torna você uma pessoa melhor).

Resumidamente, mais importante do que dicas práticas e p convite à reflexão e conscientização de que quando contemplamos estes sete pilares, buscando um equilíbrio dinâmico entre eles, ficamos mais protegidos contra crises de angústia, ansiedade e depressão.

Em Cotia – O senhor é morador da Granja Viana. O local de moradia é essencial para o equilíbrio pessoal e profissional? Gostaria que o senhor indicasse os motivos.

Tom Coelho  Um dos maiores desafios do mundo contemporâneo é a liberdade para ir e vir. Em um planeta com mais de 7 bilhões de pessoas e densidade populacional crescente, o tempo dispendido com deslocamento é estressante e improdutivo. O trabalho SOHO (small office, home office) ganha cada vez mais adeptos, bem como as videoconferências, ainda limitadas pela tecnologia. Dentro deste contexto, residir próximo ao local de trabalho tem um impacto substancial na melhoria da qualidade de vida.

Estou na Granja há quase 15 anos e tenho acompanhando no decorrer deste período a expansão imobiliária e o crescente fluxo de moradores. A Raposo Tavares transformou-se de rodovia em avenida, congestionada já desde o alvorecer. A qualidade de vida da região está comprometida...

Em Cotia – Existe algum novo livro a caminho? O senhor pode adiantar algo a respeito?

Tom Coelho  No próximo mês lançarei o livro “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento”. Trata-se de um conjunto de 33 provocações sobre como construímos nossa carreira profissional, exercemos a liderança e nos comportamos no mundo corporativo e em sociedade. O argumento “somos maus amantes” reflete exatamente este estado de impermanência e insatisfação que nos faz projetar o que não temos quando deveríamos valorizar o que conquistamos.


Veículo: Revista Em Cotia


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