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Entrevistas

Liderança e poder

10/02/2012 - RH, Gestão de Pessoas e Liderança


LIDERANÇA E PODER
Jornalista: Fernanda Araújo


Comunidade Empresas – Quais características um líder precisa ter?

Tom Coelho – Algumas competências são essenciais ao bom líder, entre elas: planejamento e estabelecimento de metas, administração do tempo, pensamento estratégico, visão sistêmica, iniciativa, responsabilidade, resiliência, persuasão, ética, integridade, espírito empreendedor e paixão pelo que faz.

Comunidade Empresas – Como o poder deve ser exercido por um líder?

Tom Coelho – Um bom líder é aquele capaz de dosar a maneira como exerce seu poder de acordo com as circunstâncias. Inicialmente, o poder pode emergir pela legitimidade oferecida pela estrutura hierárquica da empresa. Contudo, isso não basta se não houver competência e carisma. Um bom exemplo é o “filho do dono” que em empresas familiares assume uma posição de liderança podendo ser bem sucedido quando demonstra conhecer o negócio, os clientes, os colaboradores e a rotina da empresa, diferentemente daquele que é simplesmente alçado ao topo sem gozar deste conhecimento e da simpatia dos demais.

O líder também deve ser persuasivo, capaz de unir e conduzir os liderados, juntos e na mesma direção. Algumas vezes, deve-se lançar mão do poder pela recompensa, oferecendo benefícios para estimular o cumprimento de determinada tarefa. Analogamente, o poder por coerção também pode ser exercido, porém sempre com muito cuidado e parcimônia.

Por fim, o componente mais fundamental: o líder deve ser um mentor e um facilitador de processos, com capacidade singular para enxergar em seus liderados suas principais competências, ajudando-os a desenvolvê-las e exercê-las, ao mesmo tempo em que identifica também as fragilidades e os auxilia a amenizá-las e combatê-las. O líder tem que estar a serviço de seus liderados, promovendo seu aprimoramento contínuo, corrigindo rotas e contribuindo para que as pessoas possam fazer o melhor, encontrar sua verdadeira vocação e segui-la.

Comunidade Empresas – Qual a melhor forma de se comportar perante seus subordinados?

Tom Coelho – O líder deve ser acessível, porém sem banalizar esta relação, de modo que os subordinados saibam que podem ir ao seu encontro a qualquer momento, desde que o tema demande sua intervenção. Deve ser incisivo e contundente em suas colocações, mas também flexível, deixando claro que não é o dono da verdade e que, portanto, não tem compromisso com o erro por conta de vaidade pessoal. Deve ser um bom ouvinte, não apenas para receber sugestões, dúvidas e reclamações, mas também para acolher questões pessoais de seus subordinados, entretanto sem ser paternalista. Deve ser altivo, sem ser prepotente. Deve ser justo e liderar pelo exemplo.

Comunidade Empresas – Que prejuízos o exagero do poder pode trazer no ambiente empresarial?

Tom Coelho – Como tudo que foge ao bom senso e à ponderação, o excesso de poder, sua centralização na mão de poucos ou mesmo sua personificação, pode conduzir ao desestímulo, desmotivação e até apatia por parte dos subordinados. Assim, aumenta o desinteresse, a produtividade cai e o comprometimento arrefece. Paralelamente, o risco de tomada de decisões equivocadas se eleva, haja vista que não são compartilhadas.

Comunidade Empresas – Como designar "sublíderes" para determinados setores de atividades sem que os outros trabalhadores se sintam injustiçados?

Tom Coelho – A liderança precisa e deve ser compartilhada, sendo disseminada ao longo da estrutura de toda a empresa. É o que chamamos de empowerment, ou literalmente, “empoderamento”. É um novo jeito de liderar onde o sistema tradicionalmente piramidal, no qual o poder é exercido do topo para a base da pirâmide, passando por diversos níveis hierárquicos, é substituído por um sistema circular, onde o cliente ocupa o dentro das atenções. Neste processo, a responsabilidade do chefe passa a ser uma responsabilidade coletiva; os envolvidos deixam de ser reativos para serem proativos, agindo em lugar de aguardar ordens. Mais do que fazer certo as coisas, passa a ser imperativo fazer a coisa certa.

Mas é importante ressaltar que o empowement não significa, em hipótese alguma, uma anarquia institucional e hierárquica. O que acontece é que o poder passa a ser descentralizado, com responsabilidade e autoridade explícitas e bem definidas. E toda autoridade tem seus limites de acordo com a competência do liderado e a relevância da tarefa delegada.

Por fim, para evitar o sentimento de “injustiça”, o caminho é a meritocracia. É essencial que os colaboradores compreendam os mecanismos de avaliação utilizados para eleger um ou outro colaborador para determinado posto, tarefa ou projeto.


Veículo: Comunidade Empresas - Itaú


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