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Educação política



"Um estadista faz aquilo que pensa ser melhor para o seu país;
um político faz aquilo que pensa ser melhor para ser reeleito."

(Mikhail Gorbachev)


Vamos falar sério: esta eleição já ficou insuportável! Em lugar de planos de governo estruturados, propostas concretas e debates de ideias, o que vemos são ataques mútuos, promessas sem fundamentação e vendas de ilusão. E isso não ocorre apenas na disputa pela presidência, mas também nas campanhas estaduais. Enfim, um pleito à altura do nível de politização do eleitorado. Não é à toa que no primeiro turno, dos quase 143 milhões de eleitores, cerca de 39 milhões (30%) não compareceram, anularam ou votaram em branco – o que coloca em xeque a obrigatoriedade do voto.
 
Na reforma política que tanto se postula, espero que considerem a possibilidade de reduzir o intervalo entre o 1º e o 2º turno para duas semanas. Assim, gasta-se menos dinheiro e desperdiça-se menos de nosso tempo...
 
Semana passada eu proferia uma palestra sobre gestão de recursos humanos na qual fazia uma retrospectiva histórica dos últimos 50 anos para contextualizar a evolução do tema. A capacidade de interpretação é tamanha que quando eu apresentava o Plano Real era visto como defensor do PSDB, e quando falava sobre o Bolsa Família era tido como partidário do PT. Em suma, gente esclarecida, com certo nível de preparo, mas que não consegue ter uma avaliação isenta dos fatos.
 
Política também precisa ser ensinada na escola. Até 1993, existiam as aulas de Organização Social e Política Brasileira (OSPB) e Educação Moral e Cívica (EMC), ambas abolidas quando bastava a atualização do seu conteúdo programático. O resultado é que hoje não estudamos adequadamente nosso passado para compreender o presente. Também dispensamos o culto ao patriotismo e a oportunidade de se aprender um pouco sobre ética e responsabilidade social.
 
De volta à política, nunca tivemos uma carência tão grande de estadistas, pessoas dotadas de um sentimento cívico e capazes de pensar e projetar a gestão pública não para o curto prazo, mas para as gerações futuras. Continuamos cercados por gente medíocre que só enxerga o presente e um horizonte máximo de quatro anos, objetivando as próximas eleições e sua perpetuação no poder.
 
Acredito que os próximos estadistas serão forjados na escola. Porém, em uma nova escola. Um ambiente menos metódico, teórico e conservador, interessado em substituir notas e avaliações por dinâmicas e sociabilização. Uma instituição que privilegie o pensar em detrimento do decorar, que enalteça o refletir em substituição ao consentir.
 
Talvez este seja o único mérito das eleições deste ano: colocar a educação no centro das discussões – ainda que o façam de forma simplista, eleitoreira e equivocada.


Data de publicação: 22/10/2014


Tom Coelho é educador, palestrante em temas sobre gestão de pessoas e negócios, escritor com artigos publicados em 17 países e autor de nove livros. Contatos: atendimento@tomcoelho.com.br. Visite www.tomcoelho.com.br, www.setevidas.com.br e www.zeroacidente.com.br.




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