Contrate uma palestra!

e-mail: | formulário de contato

Voltar a página inicial Home     Entre em contato Contato     Telefones: (11) 3075.3040 / (11) 99983.8948
Tom Coelho - Palestras e Treinamentos Tom Coelho - Palestrante
Tom Coelho Palestras e Treinamentos SIPAT e
Setor Público
Educação e Sistema S Artigos e Publicações Clientes e Parceiros Imprensa Responsabilidade Social
Artigos       Livros       Vídeos       Parábolas


Artigos e Publicações

A USP não pode ser gratuita



"O importante da educação não é o conhecimento dos fatos,
mas dos valores."

(Dean William Inge)


O assassinato de um estudante nas dependências da Universidade de São Paulo, em maio de 2011, além de causar comoção e preocupação, deve também resgatar um debate há muito negligenciado: as universidades públicas não podem continuar integralmente gratuitas.
 
USP, Unesp e Unicamp conquistaram em 1989 a chamada autonomia financeira recebendo repasses do Governo da ordem de 9,57% da receita líquida do ICMS. Portanto, é dinheiro público, de um Estado formado por mais de 41 milhões de habitantes (Censo 2010), para beneficiar cerca de 210 mil pessoas, entre estudantes, funcionários e docentes.
 
Diante desta informação, toda discussão acerca da abertura dos portões da USP ao público em geral e sobre a participação da polícia militar em rondas ostensivas é improcedente. A população tem direito de acesso a um espaço comum. A polícia deve prover segurança à Cidade Universitária como deve fazê-lo em qualquer outra localidade.
 
Os defensores da universidade pública integralmente gratuita alegam, com razão, que a educação é um direito do cidadão e um dever do Estado. Argumentam também que muitos ingressantes cursaram o ensino médio em escolas privadas com a finalidade de, melhor preparados, obterem sucesso no concurso vestibular. Ouvi estas e outras teses em minha passagem pela USP, nos anos 1990, arduamente defendidas pelos pseudoesquerdistas do Diretório Central de Estudantes (DCE) e de diversos Centros Acadêmicos.
 
O fato é que muitos estudantes lutam, sim, para ingressar em uma destas universidades não apenas por sua qualidade de ensino e reputação, mas também porque não poderiam pagar pelos estudos. Refiro-me a alunos que usam transporte público, frequentam assiduamente as bibliotecas para fugir da aquisição de livros, dividem espaço em repúblicas ou conjuntos habitacionais com vários outros colegas ao longo de quatro ou cinco anos.
 
Contudo, há um número expressivo de estudantes oriundos das classes A e B, com renda familiar mais do que suficiente para custear seus estudos e que se locomovem em veículos próprios, desfilam roupas de grife e lotam os bares nos arredores da faculdade sem preocupação com o valor da conta.
 
Tomemos como exemplo os estacionamentos em todas as faculdades da USP. São mal iluminados, sem monitoramento eletrônico e vigilância policial. Diante disso, cabe ao poder público investir em postes de iluminação, câmeras e policiamento, ou cabe aos proprietários de veículos se cotizarem para suprir estas necessidades? Por que aqueles que pagam despreocupadamente R$ 20,00 ou mais para estacionar seus veículos com um manobrista julgam absurdo pagar uma mensalidade para guardarem seus carros com segurança?
 
O fim da gratuidade não significa necessariamente a cobrança de mensalidades. Este expediente pode ser aplicado a alguns alunos, mas o fato é que todos, indistintamente, deveriam legar à sociedade parte do que dela receberam. Por que os estudantes de Direito do Largo São Francisco não advogam para a população carente? Por que os engenheiros da Poli não realizam ações de urbanização de favelas? Por que os profissionais da área de saúde não reforçam o atendimento nos postos de saúde e prontos-socorros?
 
É uma questão de vontade política, consciência moral e valores virtuosos. Os trabalhos de conclusão de curso, estágios e que tais deveriam ser cumpridos em atendimento à comunidade. Os graduados deveriam destinar um dia por mês ao longo de um ano, no mínimo, para trabalho assistencial. Mas é mais fácil fechar os olhos para a favela São Remo, proibir o acesso de “pessoas diferenciadas” ao campus ou até mesmo erguer muros e instalar cancelas, praticando o segregacionismo.
 
Basta de hipocrisia!



Data de publicação: 20/05/2011


Tom Coelho é educador, palestrante em temas sobre gestão de pessoas e negócios, escritor com artigos publicados em 17 países e autor de nove livros. Contatos: atendimento@tomcoelho.com.br. Visite www.tomcoelho.com.br, www.setevidas.com.br e www.zeroacidente.com.br.




Artigos relacionados

  • Síndrome de planejamento
    A falta de planejamento compromete nossos resultados e pode levar à frustração.
     
  • Feliz 2018!
    Vamos colocar clichês de lado e encarar a realidade: estamos enfrentando uma crise econômica e política que não será revertida em poucos meses.
     
  • Faltam heróis
    Precisamos de pessoas com valores admiráveis, dignas de serem tomadas como referência na condução de mudanças propositivas e positivas.
     
  • Idiotas e zumbis
    Uma reflexão sobre padrões de comportamento com base em três episódios e sua correlação com a educação.
     
  • Educação política
    Estadistas para o futuro somente poderão ser forjados em uma nova escola.
     
  • Um roteiro para a excelência na educação
    Para avançarmos em nosso sistema educacional, é necessário considerar, entre outros aspectos, o professor, o aluno, a infraestrutura da escola, a qualidade das aulas, a participação dos pais, o conteúdo programático e a gestão escolar.
     
  • O preço do brincar
    O verdadeiro brincar não custa nada e é um importante instrumento na formação do caráter.
     
  • Não fique doente
    A baixa qualificação dos profissionais da área médica e o custo dos medicamentos tornam a saúde um privilégio acessível a poucos.
     
  • Do lápis ao rojão
    A morte do cinegrafista Santiago Andrade é um reflexo de nossa sociedade e das mazelas de nossa educação.
     
  • Serviço civil obrigatório
    Todos os cursos de graduação deveriam prever em sua estrutura curricular um ciclo profissionalizante marcado pelo atendimento à população carente em substituição ao engodo dos trabalhos de conclusão de curso e programas de estágio.
     

Procura de artigos


Categorias


Traduzir / Translate



Ao redor do mundo


Hoje os artigos de Tom Coelho são publicados regularmente por mais de 800 veículos, com divulgação em 17 países: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Panamá, México, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Itália, Cabo Verde e Japão.

Brasil Argentina Bolívia Chile
Colômbia Uruguai Venezuela Panamá
México Estados Unidos Portugal Espanha
Inglaterra França Itália
Cabo Verde Japão


Clientes

Patrocinadores

ComTexto Promo Press - Gráfica off-set e digital Qualidade em Quadrinhos Siamar - Recursos para treinamento Success Tools - Soluções para você e seu negócio TTI SUCCESS INSIGHTS – Pensou em assessment, pensou na gente TW Latin America - Soluções para internet
tom coelho © 2018 - todos os direitos reservados.

Desenvolvido e
hospedado por
tw Soluções para internet
Servidores dedicados, em nuvem e desenvolvimento
www.tw.com.br